Uma análise queer de como a série quebra o mito da masculinidade e virilidade com apenas um fio-dental, muito antes da Era Onlyfans.

Welcome to Chippendales (2022) é a série que você dá aquele play achando que vai ver mais um true crime carregado de tensão, mas na verdade ela te entrega algo mais provocante: homens sem roupas, usando apenas um fio-dental e desafiando as regras de virilidade e fetiche, antes colocados em caixinhas proibidas. Inclusive, desde Magic Mike (2012), não lembro de outra produção corajosa o suficiente de assumir no mainstream que homem também pode ser fetichizado e tá tudo bem.

Inclusive, essa história acaba ganhando um tempero a mais, por se passar nos anos 80, um período bastante marcado pela Era Reagan nos EUA, que enxergava o avanço das lutas dos direitos civis — negros, feministas, LGBT+, como uma ameaça aos “valores tradicionais” e à masculinidade dominante. Coitado iludido!

E uma das formas encontradas de preservar essa masculinidade “forte” e “invecível”, era através dos meios de comunicação em massa, dentre eles o cinema que tinha uma atuação muito forte. Além de ser visto como uma fábrica de sonhos, também carregava o status de criar ideais que deveriam ser seguidos por todos.

E como nos anos 80 os filmes de ação e aventura estavam bastante populares, uma das estratégias para diminuir o impacto das narrativas em ascensão, foi a criação de um modelo de hipermasculinidade focada em uma estética espetacular.

Vale lembrar que a construção desse símbolo de força e virilidade bebia muito de fontes artísticas e eróticas da antiguidade e do Renascimento. Mas como o público conservador não enxergava o nu masculino com bons olhos, a saída era negar todas essas influências e associá-las às narrativas de heroísmo, vingança e patriotismo como vistos em Rambo (1982), Conan: O Bárbaro (1982), Inferno Vermelho (1988), entre outros.

E caso alguma dessas produções fugissem desse padrão, elas eram atacadas por uma enxurrada de fake news pela mídia em massa, ou seja, não tinham um dia de paz.

É dentro desse ambiente caótico que Welcome to Chippendales (2022) vem mostrar de forma direta e sem rodeios a cultura dos strippers masculinos. Na verdade, esse universo já existia muito antes de se tornar uma febre entre as mulheres. E tudo começou nos anos 70, nas baladas gay mais quentes dos EUA, em um verdadeiro show de testosterona e sedução, com homens musculosos dançando quase nus, vestindo apenas um fio-dental.

Como não havia nada semelhante dentro do universo hétero, viram uma oportunidade em transformar essa subcultura em um negócio rentável, mas voltado para o público feminino. Afinal, as mulheres já reclamavam da falta de espaços e opções de entretenimentos voltados para elas. Então, enquanto acontecia essa transição dos strippers masculino dos palcos gays para os clubes femininos, a figura do homem tradicional começava a ser jogada de escanteio, de forma silenciosa e definitiva.

Welcome to Chippendales (2022): Corpo, Fetiche e Fio-dental | Cena da série com os strippers conversando com Nick De Noia (Murray Batlett) | Questão D
(Bastidores dos Strippers e Nick De Noia | Welcome to Chippendales)

No final das contas, assistir um homem sarado rebolando de fio-dental e ver as mulheres em êxtase e despertando seus desejos mais secretos, explodiu completamente a cabeça do homem conservador. Até porque na visão deles o fio-dental sempre foi uma peça íntima feminina, e não um símbolo de poder, sedução, desejo e provocação masculina.

Inclusive, foi graças à cultura gay que essa peça foi ressignificada e quebrou as regras do que é ou não “coisa de homem“. Como diz a Lola (Camila Pitanga) em Beleza Fatal (2025): Viva as gays. Gay-gay-gay-gay!

Por isso, quando o fio-dental passa a representar virilidade, força e sensualidade nas apresentações masculinas, temos mais uma quebra de padrões na cultura pop. Inclusive, você percebe em algumas cenas o quanto a câmera demora alguns segundos a mais, focando nos movimentos e nas partes mais íntimas destes dançarinos, nem um pouco sutil, diga-se de passagem, mas proposital.

Mas como quase toda produção no mainstream que flerta com a ousadia, Welcome to Chippendale parece ter um receio de ir adiante. Isso porque ao mesmo tempo que a série exibe um cardápio recheada de músculos e libido, ela também julga esse desejo e erotismo em sua narrativa, caindo na pista da contradição.

Até porque, o erotismo também é uma expressão artística que desafia normas, mexe com a fantasia e quando tratado de forma saudável e consciente, ele pode ser libertador por ajudar na:

  • Autoexpressão e no autoconhecimento do indivíduo — inclusive da sexualidade
  • Despertar o senso estético e criativo
  • Promover conversas sobre consentimentos, limites e prazer

Então uma produção que tem o erotismo no seu escopo, tem infinitas possibilidades de desenvolvimento artístico. Mas será que Welcome to Chippendales estava pronto para essa conversa?

Vem comigo! Porque hoje precisamos falar, o que ninguém te falou: Como Welcome Chippendales flerta com a fetichização masculina, mas não foi ousado o suficiente como deveria… Vixe…

O Questão D tá On!

Welcome to Chippendales (2022): Corpo, Fetiche e Fio-dental | Arte mostrando o reflexo de homens de fio-dental nas laterais, e no centro 3 dançarinos dançando no colo das mulheres | Questão D
(Primeiro dia do Chippendales | Welcome to Chippendales )

Welcome to Chippendales (2022) | Como Subverter o Macho com um Fio-dental

Você sabia que o fio-dental causou um barulho no universo masculino dos anos 80? A verdade é que durante muito tempo, a heteronormatividade enxergava a peça como algo ridículo ou engraçado, quando não era vinculada à figura fiminina — um comportamento bem problemático, diga-se de passagem. Mas foi só aparecer uma figura masculina, totalmente segura de si vestindo um fio-dental, que explodiu a cabeça de muito homem conservador.

Você quer um exemplo atual de alguém que quebra esse estereótipo? John Cena. Sim, o ex-lutador, ator e rapper, deixou um jornalista do Men’s Journal de queixo caído ao revelar que não curte muito vestir cuecas e sim fio-dental, porque é mais confortável. Reforçando aquela ideia de que roupa não tem gênero, e que tudo é uma questão de conforto e identidade.

Vale lembrar que John Cena sempre apoiou a comunidade LGBTQIAPN+, e isso vem desde sua adolescência, quando defendia seu irmão mais velho contra a homofobia. Isso mostra o quanto essa ideia de masculinidade frágil é uma invenção criada pela sociedade, para manter padrões engessados, e muitas vezes tóxicos.

É dentro dessa proposta transgressora que Welcome to Chippendales se apresenta: como uma série que chega para quebrar aquela imagem de hipermasculinidade ultrapassada, inverter aquele clássico jogo de poder sexual e sexualizar o corpo masculino. Tá bom pra você?

E uma das cenas que ilustram essa proposta ousada e provocante é a performance de Hunckstein, uma paródia do clássico Frankstein, em que os strippers representam a criação de um “homem perfeito”. E no meio dessa apresentação, surge Lance McRae (Spencer Boldman), um homem com zero nível de constrangimento, exibindo cada detalhe íntimo de seu corpo, entregando sensualidade e submissão. Ao mesmo tempo que ele desperta desejos, também atrai aqueles olhares de julgamento.

E quando você menos espera, a câmera acaba te colocando na posição de voyeur, hipnotizado com cada um dos movimentos dos dançarinos. E dando a entender que todos eles tem o poder sobre você, mas na verdade, são eles que estão à mercê dos desejos e fantasias do público. Despertando o seguinte questionamento: Quem realmente está no controle e quem está mais vulnerável? Uma questão interessante que vale a pena a gente analisar no próximo tópico.

Welcome to Chippendales (2022): Corpo, Fetiche e Fio-dental | Cena de Steven (Kumail Nanjiani) conhecendo Irene (Annaleigh Ashford na boate. E no centro um dançarino no colo da noiva da despedida de solteiro | Questão D
(Kumail Nanjiani e Annaleigh Ashford | Welcome to Chippendales)

Do Tesão ao Preconceito | Da Nudez a uma Estética Vulnerável

Você que assistiu Magic Mike (2012), ficou com aquela sensação de que o filme podia ter mostrado mais, e que a produção estava pisando em ovos ao mostrar o universo dos strippers masculinos? Se sim, sinto lhe informar que você não foi o único que teve essa impressão. Até porque sexualizar o corpo masculino no mainstream ainda é considerado um tabu nos dias de hoje.

E você sabia que aquelas produções que propõe temáticas ousadas vivem um grande dilema, digno de roteiro de Game of Thrones? Afinal, pensa comigo, criar algo fora da curva é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que pode ser libertador, também pode ser um verdadeiro pesadelo. Ou você escancara tudo e respeita sua liberdade criativa, mesmo correndo o risco de ser rotulado em estereótipos… ou você muda e suaviza 75% de suas ideias para que sejam aceitas pelo público mais tradicional.

A verdade é que muitas narrativas que poderiam revolucionar com sua representatividade, acabam sendo adaptadas antes mesmo de serem apresentadas, deixando-as vulneráveis, assim como os strippers da série. Afinal, como em qualquer negócio, seus corpos não passam de uma mão-de-obra explorada. Com a diferença que suas ferramentas de trabalho são oléos corporais, um fio-dental e um rebolado.

E um dos momentos mais simbólicos dessa discussão sobre exposição e vulnerabilidade, acontece na cena em que Steve Banerjee (Kumail Nanjiani) está conhecendo Irene (Annaleigh Ashford) no bar do Chippendales. Enquanto os dois conversam sobre o quanto aquele ambiente não reflete suas essências, existe um constraste entre eles, bem ao fundo, em que um dançarino está no colo de uma mulher da plateia. Quando os dois pausam a conversa e observam a cena, fica muito claro o quanto o stripper não passa de um produto, e que pouco importa a sua individualidade — apenas a fantasia que ele está entregando ao público.

Uma outra cena que reforça essa ideia de poder e submissão, é quando Steve Banerjee está chegando de viagem e interrompe um dos ensaios de Nick De Noia (Murray Batlett), e começa a humilhar todo mundo que está presente. Como ele não admitia que a hierarquia de seu negócio fosse quebrada e que fosse construída uma relação próxima entre eles, Banerjee usou da opressão para lembrar quem mandava e quem obedecia ali, chamando todo mundo de seus empregados.

Você percebeu como status, muitas vezes, não é sinônimo de realização? Afinal os strippers carregam o status de estrelas que alimenta a fantasia da público, mas não são devidamente reconhecidos porque trabalham com a sua nudez. Apesar de quebrarem padrões e trazerem um retorno financeiro para Steve Banerjee, eles não deixam de serem alvos de julgamentos e críticas em seu ambiente de trabalho — será que isso soa familiar…?

Vale lembrare que Welcome to Chippendales se passa nos anos 80, mas será que em plena era do Onlyfans a série foi realmente ousada ao ponto de tratar a nudez masculina como um gesto de liberdade? Ou se limitou em julgas o fetiche de forma disfarçada? É isso que a gente vai entender agora.

Welcome to Chippendales (2022): Corpo, Fetiche e Fio-dental | Cena da série em que Denise (Juliette Lewis) está andando no corredor iluminado e o vestiário escuro  | Questão D
(Juliette Lewis entrando no vestiário da boate | Welcome to Chippendales)

Welcome to Chippendales (2022) | Erotismo e a (Falsa) Liberdade na Era do Onlyfans

Se em 1980 a nudez masculina já era um grande tabu, será que hoje, em plena era do Onlyfans essa imagem mudou? Infelizmente não. Principalmnete quando se fala em produções no mainstream, encontram-se múltiplas barreiras que insistem em tratar o nu masculino como algo “impróprio”, “sujo” ou fora dos padrões aceitáveis. Ou seja, em vez de enxergá-lo como uma expressão, liberdade ou ate´ subversão, o que se vê é um julgamento disfarçado de bom gosto.

Um bom exemplo dessa contradição surge quando Nick De Noia (Murray Batlett) se refere às apresentações dos strippers como “seu espetáculo”. como algo “chique” e “estiloso”. Isso porque ele é o responsável por transformar a nudez masculina em uma expressão artística. Mas basta olhar com atenção os seus bastidores, para percceber como a intimidade dos dançarinos continua sendo tratada como algo fora dos limites da moralidade.

E uma das cenas que mostram bem essa hipocrisia é logo após finalizar as apresentações dos strippers, que a entrada do público masculino é liberada na boate. Enquanto o bar está faturando e a pista fervendo, os dançarinos ficam em um universo paralelo, onde o vestiário se transforma em um QG de drogas e sexo por dinheiro.

Inclusive, a série cria um ambiente cavernoso, ao mostrar o vestiário escuro, iluminado apenas pela luz do corredor de acesso, como se falasse baixinho que aqueles corpos não pertecem ao mesmo mundo daqueles que estão na pista — uma metáfora visual do conceito underground.

A verdade é que a série começa com uma proposta ousada, mas acaba tropeçando feio quando associa a transgressão da masculinidade como algo errado. No fundo a série acaba reproduzindo aquele moralismo enrustido, herdado de décadas atrás e que ainda ecoa nos dias de hoje

É nesses momentos que você percebe o quanto o mainstream continua engessado, sem coragem para explorar o erotismo e a nudez masculina de forma honesta, sem tratá-lo como algo impuro. E sabe o que é mais curioso? É que em plena era do Onlyfans, em que criadores de conteúdo +18 lotam seu feed com suas fotos de Jockstrap e fio-dental, seja no Instagram, ou no X (antigo twitter) e no BlueSky, ainda assim tratam esse assunto como algo proibido — Enfim a hipocrisia!

A verdade é que muitas produções insistem em tratar a nudez masculina como piada ou algo proibido. E Welcome to Chippendales até tenta entregar (mesmo com ressalvas) algo transgressor, mas acaba condenando essa ideia. Então, do que adianta querer trazer uma discussão ousada, se você não tem força para bater de frente com o sistema? Mais antes não fazer né verdade?

Mas uma coisa é certa, o fio-dental ainda assusta o conservadorismo. E não por ser algo ridículo, mas por ser revelador e libertador. E não estou falando só de pele, mas das correntes que moldaram uma masculinidade frágil, que no fundo morre de vontade de ser livre. Ainda temos um longo caminho pela frente, é verdade. Mas jà estivemos mais distante dessa desconstrução. O mainstream pode até tentar colocar limites, mas as produções independentes estão aí para lembrar que o corpo também é uma expressão da arte.

Welcome to Chippendales (2022): Corpo, Fetiche e Fio-dental | Arte reunindo as principais cenas de Otis (Quentin Plair). Background: reflexo dele olhando para o lado (esquerda), outra ele de costas indo embora (direita). No cento ele de costas de braços abertos, vestindo um fio dental. e logo abaixo ele na moto de sunga vermelha e ao lado um de perfil dele de fio-dental | Questão D
(Arte de Quentin Plair como Otis | Welcome to Chippendales)

Otis McCutcheon | O Dançarino Negro Desejado e Silenciado

Precisamos falar sobre Otis McCutcheon (Quentin Plair), o dançarino mais carismático e desejado da Chippendales, mas injustiçado pelo racismo de Steven Banerjee. Inclusive, a série trouxe camadas importantes sobre esse debate, que ilustram como talento, habilidade e dedicação nunca é o suficiente para um corpo negro — infelizmente.

Afinal, Otis é um ator que está correndo atrás do seu lugar ao sol. Além de se destacar em tudo que faz, ele se entrega de corpo e alma tanto pela dança, quanto pelo modelo de negócios de Steven Barnejee. Não foi à toa que durante a seleção dos novos dançarinos do Chippendales, Nick De Noia enxergou seu telento de longe. Inclusive no início, Steveen questiona o porquê de sua escolha, já que ele é um homem negro, mas logo em seguinda reconsidera, porque sexualizá-lo 100%, seria “bom” para seu negócio.

E é exatamente assim que Otis é visto, apenas como um corpo fetichizado e sua autonomia desconsiderada 100%. Como na cena de sua primeira perfomance, em que ele praticamente é devorado pela plateia feminina. E diferente dos outros dançarinos, ele não pôde tirar sua própria roupa, teve sua tanga invadida sem cerimônia, e ainda foi beijado na boca de surpresa.

E tudo isso, sem tempo de reagir. O único impulso que Otis teve nesse momento foi procurar algúem que o ajudasse a controlar esse caos, mas não havia ninguém. Afinal, de um lado o host assistia tudo sem mover uma palha, e do outro NIck De Noia achava graça. Inclusive, quando o dançarino questiona se não existia uma outra forma de fazer tudo isso, sem passar por aquilo, ele recebeu uma resposta curta e grossa: “Essa é a única maneira de ser pago”.

Vale lembrar que assim como qualquer pessoa, Otis tem sonhos que deseja alcançar além da dança, mas para isso precisa encontrar outras formas de crescimento profissional, mesmo que não valorizem seus talentos e habilidades do jeito que ele merece — como ajudar Steven Bernejee nos negócios, sem remuneração alguma. Apesar de sua dedicação e resiliência, ele é excluído sem aviso prévio do calendário do Chippendales, mesmo participando dos ensaios e ajudando em sua logística.

A justificativa? Porque “Um homem negro na parede, seria ofensa aos maridos brancos, e isso não seria bom para os negócios”. Imagine a dor de você se dedicar 100% ao trabalho e ainda assim não ser reconhecido por causa de sua cor… E, para piorar, Otis descobriu que não podia vender suas próprias fotos do ensaio de forma independente. Que tal? Isso foi a gota d’água para ele. Sem pensar duas vezes, ele largou tudo e seguiu em frente, sem olhar para trás — e, na minha opinião, errado não está.

E ao contrário de outros debates que acabaram se perdendo no meio do caminho, esse foi um dos poucos que conseguiu trazer uma reflexão coerente. Mesmo sem se aprofundar, a conversa sobre racismo foi feita com atenção e cuidado. Enquanto enalteciam a beleza escultural de Quentin Plair, também deram espaço para falar de outras características de seu personagem. A discussão foi além da questão de identidade e abordou temas como autonomia e o respeito pelo próprio corpo, especialmente no caso de um homem negro.

Você deve estar se perguntando: “Mas Dandy, ele tá rebolando de fio-dental… então não dá para falar em respeito, né?”. E minha resposta é: Por que não? Afinal, ele está ali para realizar uma fantasia, mas isso não quer dizer que ele deixe de ter sua autonomia. Passar a mão, tocar nas partes íntimas só é permitido quando há consentimento. Até porque, no fetiche, também existem regras e limites que precisam ser respeitados, e não apenas colocados em prática. Combinado?

Arte para o Pinterest. Background: dançarinos de costas com imagem desfocada. E no centro Nick De Noia e Steven Barnajee em perfis opostos, e entre eles, Otis sentado na moto de sunga vermelha | Questão D
(Salve este post no Pinterest e leia sempre quando quiser)

A verdade é que mesmo com muitos avanços no mainstream, ele ainda não está preparado para abordar certos assuntos. E Welcome to Chippendales é um exemplo disso. Embora a série dedique mais tempo ao erotismo masculino, ela não consegue mostrar de forma convincente que o fetiche pelo corpo masculino existe e é algo natural. Isso prova o quanto a estrada da desconstrução é longa, mas não é impossível de percorrer.

Afinal, o papel da cultura pop fora da curva é, antes de tudo, provocar reflexões, fazer você pensar diferente, furar a bolha com jeitinho (ou de forma radical, se for necessário). E ajudá-lo a perceber e transformar seu jeito de consumir conteúdo, saindo daquele modo automático para uma consciência crítica, e fazer você se perguntar: “Por que nunca tinha pensado nisso antes”.

E você assistiu Welcome to Chippendales? Como foi sua experiência? Me conta que estou curioso.

Compartilhe este artigo com aquele fã de Magic Mike ou que aquele crush que é fã de true crime, quem sabe assim ele te nota.

Até o próximo post 😉

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Dandy Souza

Web Designer e Videomaker. Sou um caçador de "easter eggs"e ativista da cultura pop. Criei o "Questão D" para mostrar que sci-fi, terror e o suspense são gêneros que além de entreter, têm um papel social interessante e fora da curva.Seja bem-vindes, porque o Questão D tá On!