“Slasher: guilty party” é a aquela temporada que prova que ainda é possível explorar este subgênero. Ufa! Meu Slasher tá vivo!!!.

Enquanto na primeira temporada ficamos frustrados, em como o elenco empurrou com a barriga a série. Em Slasher Guilty Party (segunda temporada) tivemos uma grata surpresa. Isso porque Aaron Martin, o produtor da série, comprovou que o subgênero ainda tem salvação. Basta ter criatividade e ousadia, que a mágica acontece.

Vale lembrar que a Netflix quando comprou os direitos autorias da série, prometeu que iria entregar algo que fizesse jus ao subgênero. E não é que a dona Netlfix cumpriu o que prometeu?

Slasher não só voltou totalmente repaginada, mas usou e abusou da fotografia cheia de contrastes, entregou uma atmosfera tensa e cheia de mortes bizarras — carro-chefe de um bom slasher. E não vou mentir. Eu não tive maturidade suficiente com essa temporada, porque ela entregou muita história em seus 08 episódios. Nâo é à toa ficou em meu top 5 de melhores séries de terror, e não vai sair tão cedo de lá.

Bateu a curiosidade?

Então vem comigo porque precisamos falar de Slasher: Guilty Party e por que ela é uma ótima concorrente de American Horror Story. O Questão D tá On!

(Melina Shankar é Talvinder | Fonte: Netflix)

Slasher: Guilty Party | Era para Ser Um Susto, Mas Deu Ruim…

Pelo título você já deve imaginar o que aconteceu né? Mas vamos lá…

Tudo começou quando cinco monitores de acampamentos de verão, resolvram tirar satisfação com uma de suas colegas, a Talvinder (Melina Shankar). Sabe aquela falsiane que gosta de puxar o tapete de todo mundo no trabalho, mas a imagem dela é de boa samaritana? Pois é, assim era Talvinder.

Só para ter uma ideia, ela se passou por melhor amiga de todos, só para que fizessem suas tarefas, e no final ela que acabava levando o mérito. Agora imagina só, você ajudando com boa vontade e dando prioridade ao pedido, e no final descobrir que foi feito de trouxa? É falta de consideração que se diz né?

E o que dizer quando a coleguinha paga de melhor amiga, mas na realidade não passa de uma talarica? A Dawn Duguin (Paula Bracanti) que o diga… ela e Ryan (Joh McLaren) estavam quase ficando juntos, quando Talvinder estragou a relação dos dois, mui antes de começar.

E se você ficou com ranço de Talvinder, calma aí que tem mais.

Afinal todo mau-caráter precisa de alguém do seu lado e que a defenda, não é mesmo? E foi justamente isso que ela fez com Noah Jenkins (Jim Watson). Seduziu e o fez acreditar que eles foram feitos um para outro. Aham… senta lá…

Ou seja, todo mundo ficou pistola quando descobriram que foram feitos de trouxa por Talvinder, e decidiram dar uma lição nela. Os cinco combinaram uma reuniãozinha na floresta e lá iriam dar o susto na falsiane. O plano era, confrontá-la e deixá-la passar a noite na floresta. E voltariam no dia seguinte. Sentiu o cheiro de “deu ruim” no ar?

E deu ruim mesmo, porque Talvinder sofreu um acidente e morreu…

Desesperados por tudo ter saído do controle, os cinco monitores esconderam o corpo, e ao voltarem ao acampamento colocaram a culpa em um outro monitor, que não tinha nada a ver com a histórias, e acabou sendo preso no lugar deles… Ou seja, um inocente pagou um crime que não cometeu. E desde aí, juraram guardar esse segredo pelo resto da vida.

E nem precisa dizer o quanto insano eles foram com tudo isso. Aí eu me pergunto: Como eles conseguem dormir com dois crimes nas costas? Eu heim…

(O Passado Voltas a Atormentar | Fonte: Netflix)

Cinco anos se passaram, e os verdadeiros culpados continuam soltos e cada um seguindo com sua vida – como se nada tivesse acontecido. Mas essa paz não vai durar muito tempo. Pois eles descobrem que o antigo acampamento foi comprado e que todo aquele espaço iria virar um resort, inclusive a floresta em que está escondido o corpo de Talvinder.

Preocupados que a verdade venha à tona, eles decidem voltar para apagar as provas do crime.

Só que tem um pequeno detalhe…. a antiga sede do alojamento, foi alugada a um grupo que estava realizando um retiro espiritual. E como eles são bastante rigorosos e seletivos, os verdadeiros culpados tiveram dificuldade que fosse autorizado sua hospedagem lá. Mas conseguiram, depois de muito insistirem.

Como estavam indo em uma época de inverno, na cabeça deles, isso ajudaria a apagas todos os vestígios – parece enredo de How To Get Away With a Murder não é mesmo?

Mas como eles não tem uma Anallise Keating na vida, as coisas começaram a dar errado. Começando por deixar seus carros em um ponto distante do alojamento, pois o caminho estava cheio de neve e o único transporte acessível era uma moto neve.

Finalmente eles chegam ao local, e junto dele o passado cheio de culpa. Como não podiam voltar no tempo para consertar tudo, os cinco estavam dispostos a ir adiante com seu plano insano…

Mas o que eles mais temiam aconteceu… O corpo de Talvinder desapareceu do local onde esconderam… E agora? Será que o grupo de retiro espiritual descobriram…?

O universo não costuma dar segundas chances.

Não precisa nem dizer que o desespero tomou conta de todos. Além de não saberem o que fazer, chega uma tempestade de neve, e não há como sair dali. E para completar descobrem que tem um serial killer à solta. E o alvo principal é o alojamento onde todos estão hospedados… Começa aí uma corrida pela sobrevivência, onde todos são suspeitos.

Até aqui você percebeu que temos forte referência com o icônico Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997). E isso fica mais evidente conforme a temporada vai avançando. Enquanto na primeira temporada tivemos o carrasco, nesta segunda temos o caçador, como o suposto justiceiro…

Slasher: Guilty Party | Fique de Olho nos Flashbacks

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Lembra que mencionei que o enredo lembrava muito o estilo de How To Get Away With a Murder? Pois é, pelo visto ela foi inspirada na série de Viola Davis, pois Slasher: Guilty Party segue aquela mesma estrutura não-linear, onde cada episódio alterna entre o passado e o presente de seus fatos.

E um outro destaque desta temporada foi exatamente a mistura de drama, suspense e terror em seu enredo. Uma fórmula ousada e que tmabém deu certo em outras séries de horror como Bates Motel (2013-2017) e American Horror Story, que deu muito certo. Inclusive, essa estratégia de humanizar os personagens e transformar suas culpas, dilemas e conflitos em uma autopunição, fazendo com que você ame, ou odeie todos.

Inclusive , vou dar um Spoiler: A Dawn Duguin (Paula Bracanti) é um dos personagens que te leva um extremo a outro, pelo seu gênio forte. Tanto que no começo da série você acha ela insurpotável e mimizenta demais. Mas conforme a história vai avançando, a personagem vai mudando aos poucos seu comportamento e sua forma de pensar. E o mesmo acontece com Noah (Jim Watson), ao ponto de fazer com que eu passe a me importar com os dois. — ou seja,não julgue o livro pela capa.

Vale lembrar que apesar do perigo estar do lado de fora do alojamento, com o caçador. Eram as vítimas que levaram nas costas o clima de tensão e horror da série. Isso porque, em cada episódio você descobre o segredo de um membro do retiro espiritual…

Inclusive destaco aqui as atuaçôes de Glenn Morgan (Ty Olsson), Renée (Joanne Vannicola) e Judith (Leslie Hope), que foram assustadoras e passavam pelo olhar o perfil de cada um deles – seja ele sinistro ou de sofrimento.

(Será que o perigo tem saída? | Fonte: Netflix)

Fórmulas Certas, Nos Momentos Certos

Como o ponto alto da série são as referências aos principais filmes de terror, é impossível não lembrar de alguns ícones do terror como:

  • Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997) com o segredo do assassinato
  • O Enigma do Outro Mundo (1982) com o clima de terror na neve
  • Lenda Urbana (1998) com o visual do assassino
  •  Psicose (1960) com a trilha sonora cheia de suspense e outros detalhes

Ah! Não podemos esquecer da mensagem que a temporada quer passar, afinal esse é o propósito do Questão “D”.

E aqui teve como destaque as afirmações que um indivíduo cria para se autoconvencer que está certo e permanecer em sua zona de conforto. E um arquétipo que me chamou atenção foi o de Glenn Morgan(Ty Olsson), um ex-prisioneiro que tenta esconder seu lado sombra, tanto no grupo, quanto dele mesmo. É assustador, mas infelizmente existem pessoas assim. Então fique atento.

(Ty Olsson é Gleenn Morgan | Fonte: Netlfix)

Slasher: Guilty Party é uma temporada que entrega uma estória tensa, com cores chamativas, um desfecho já visto em muitos filmes, mas que te satisfaz. Inclusive digna de comentários em grupos de discussões.

E Diferente da primeira temporada, que teve atuações duvidosas, essa entregou um elenco bastante comprometido e focado nas emoções de seus personagens, passando tudo isso em pelo olhar.

Ah! Vale lembrar que Guilty Party não é recomendável para quem é sensível, pois temos algumas cenas tensas e desconfortáveis. Sendo uma delas, a de um estupro de um personagens.

É notório que os atores estavam tão empenhados e conectados, que passaram um clima angustiante… e não vou mentir, eu me senti desconfortável, pois a cena é bem impactante. Então fica aqui o alerta. Respeite-se okay?

Sem sombra de dúvidas, a Netiflix presenteou todo fã de Slasher com essa temporada, repetindo o feito na terceira temporada. Que vamos falar em um outro post.

Agora me conta aí!

O que achou dessa temporada? Deixe seu comentário, estou curioso para saber como foi sua experiência.

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Até o próximo post 😉

Ficha Técnica:

Título Original: Slasher: Guilty Party
Gênero: Suspense, Terror
Elenco: Leslie Hope, Paula Brancati, Lovell Adams-Gray, Joanne Vannicola, Paulino Nunes, Jim Watson, Sebastian Pigott, Madson Cheeatow, Christopher Jacot, ty Olsson, RebccaLiddiard, Kaitlyn Leeb, Jefferson Brown
Episódios: 08
Canal de Tv: Netflix
País: Candá, EUA
Ano: 2017

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Dandy Souza

Web Designer e Videomaker. Sou um caçador de "easter eggs"e ativista da cultura pop. Criei o "Questão D" para mostrar que sci-fi, terror e o suspense são gêneros que além de entreter, têm um papel social interessante e fora da curva.Seja bem-vindes, porque o Questão D tá On!