O GRITO (2004): KAYAKO E A MULHER NO HORROR JAPONÊS

Como o folclore japonês é também uma critica social? 

SARAH MICHELLE GELLAR PERGUNTA...

Durante as gravações de The Grudge, a atriz perguntou a Takashi Shimizu onde surgiu a inspiração da maldição?

TAKASHI SHIMIZU (O CRIADOR) RESPONDE!

A maldição estava relacionada à raiva das mulheres, especialmente no Japão, onde elas são muito oprimidas.

OS PRIMEIROS PASSOS DE O GRITO EM 1998...

Takashi Shimizu criou o universo de Ju-On expondo a crescente onda de violência doméstica no Japão, contra mulhers em 1990.

NÃO É MAIS UMA HISTÓRIA DE HORROR...

A versão original de O Grito, Ju-On, teve seu embrião em 1998 com dois curtas de Takashi Shimizu.

KATASUMI (1998) - CURTA DE 3 MIN

Duas estudantes são atormentadas por um espírito vingativo. Aqui Kayako é apresentada de forma inexplicável.

4444444444 (1998) - CURTA DE 3 MIN

Um rapaz acha um celular na rua. No visor aparece o número 4444444444. Ao atender ele ouve ruídos e um miado. O curta apresenta Toshio pela primeira vez.

A ORIGEM DA DOR: UM SILÊNCIO QUE ECOA

Em vida Kayako foi uma vítima de violência doméstica. Na morte, seu grito de dor assombra.

A MONSTRUOSIDADE FEMININA E O FOLCLORE JAPONÊS

No J-Horror mulheres vítimas de violência retornam como símbolos de algo não resolvido.

KAYAKO E O ARQUÉTIPO DA ONRYŌ

No folclore japonês, a onryō é um espírito vingativo. Por isso, Kayako representa traumas não resolvidos.

O SOM DA DOR SILENCIADA

Kayako não fala - só emite sons guturais. Um eco de uma dor extrema e ignorada por todos.

POR QUE AS PESSOAS QUE TEM MEDO DELA?

Porque Kayako rompe o silêncio. Invade lares, perturba vidas. Ela não pede, exige vingança.

A MONSTRUOSIDADE FEMININA E SUAS METÁFORAS

Onryō no horror japonês: não é vilã, é um reflexo da dor coletiva e opressão. Assusta ao revelar-se.

VOCÊ QUER VER MAIS ANÁLISES DO FILME O GRITO (2004)? 

Descubra sobre o choque cultural do filme em nosso artigo.